Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Por mim passou


Já não tenho folha de papel

O tempo queimou

Por mim passou

Gáudio, alegria

Um aprazimento descontente,

Paz… o ficar assim.

De poesia inacabada, já não sou morrente.

Sem veias nem ideias

Sem escrita no meu mundo

Dia-a-dia

De um ler ausente, já não sou presente

Sem palavras ou fantasia

Versos chorados, não rimados

Do tempo permanente, já não tenho melancolia

Por mim passou a poesia!




                                                                                                                        Helena Isabel

3 comentários:

  1. lindo
    é um prazer ler-te
    um abraço
    csantos

    ResponderEliminar
  2. A poesia passa mas sempre volta

    Bom poema

    Bjocas

    ResponderEliminar
  3. Por si passou a poesia e creio que há-de regressar. Para ficar. Como a Paz, que o poema diz que tem. Quem lê pensa que a poesia lhe fugiu: acho que são momentos caprichosos de linguagem.. Um abraço.

    ResponderEliminar